quarta-feira, 11 de julho de 2007

mais uma lista da Pipas


Macau 2001

duas barrigas lindas e uma lista

Carla A. e Carla D.


Encontrei a lista de nomes que a Filipa fez, em 2001, quando eu esperava a Maya... pode ser que sirva de fonte de inspiração ;))

sexta-feira, 6 de julho de 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Para a Catarina d’Orey, ao ouvido também

O local do campo da Caixa Escolar mantinha muito do espírito da antiga Cidade do Santo Nome de Deus: casas coloniais, árvores, alguma sombra e uma atmosfera tranquila que atribuía um significado diferente às coisas. O próprio recinto desportivo, Catarina, também era para jogar modalidades exóticas do império como o hóquei em campo. Lembras-te? Talvez não. Talvez só tenhas entrado na nossa vida algum tempo depois. E, no entanto, foi como se sempre tivesses estado lá e o teu lugar já estivesse marcado entre nós.

O campo da Caixa Escolar era um altar de rituais da adolescência masculina: a ansiedade da competição, o sabor amargo da derrota, a euforia da vitória, o espírito de equipa, a dor das lesões, o cheiro de suor dos equipamentos e todas as micoses que era possível apanhar com aquela mistura de calor e humidade. Estarias tu lá, Catarina, a assistir aos jogos da nossa equipa do Liceu? Que medo teria então de sofrer um golo e te decepcionar, eu, pobre guarda-redes improvisado! Imagino o nosso capitão, o Rui Pereira, a sorrir com a minha distracção e eu a procurar-vos na assistência, procurando, procurando... Medo de te decepcionar como quando nos encontrámos no comboio alguns anos depois e descobriste que afinal os meus olhos não eram verdes.

Foi no mesmo cimentado onde vocês patinavam que passei uma certa manhã de férias a jogar basquetebol, sem imaginar que iria acabar a noite operado de urgência ao apêndice no Hospital Conde de São Januário. E aí entras tu, Catarina! Ias visitar-me diariamente e até me davas o almoço com paciência de enfermeira aprendiz. Um dia a madre comentou com a minha mãe que fazíamos um lindo par. Acho que nunca te contei isto, pois não Catarina? Ficou tudo por contar, eu sei.

Para a Catarina d’Orey, ao ouvido

Tenho a tua fotografia no meu desktop. Ainda não te tinha dito, pois não? É aquela tirada no campo da Caixa Escolar. Não se podem ver os teus patins, azuis e amarelos, os mais famosos do Sul da China, que percorreram a Horta e Costa, a rua do Campo, a Praia Grande e os corredores do Liceu (sempre com a D. Cristina atrás). Tens vestidas as tuas jardineiras. Por baixo das jardineiras tens uma camisola de lã azul clara. Eu também estou de jardineiras e patins azuis e amarelos. Como tu. Mas nesta foto estás só. Com a tua juba no ar, por estares em movimento. O teu sorriso. O sorriso que em segundos se transformava em gargalhada. O brilhozinho do olho. O teu pescoço de girafa. Tens os braços bem abertos. Abraças o mundo. Abraças-me quando me sento em frente ao computador (e nem te digo quantas vezes faço isso, podias não entender).

Esta continua a ser a minha melhor foto, sabias? Não está desfocada e eu estava a patinar para trás. Não vês? Foi no dia em que me ensinaste a patinar de costas e eu gostava tanto de fotografar enquanto patinava (as fotos desfocadas eram logo desculpadas).